quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

FINALMENTE O FIM…

Depois de aproximadamente 3 meses temos a satisfação em escrever a nossa última postagem neste distinto blog.
Nesta ocasião gostaríamos de apresentar, de forma sintética os resultados obtidos com a condução dos projetos FAZENDO HISTÓRIA e PIRAPITINGUI, bem como as lições aprendidas, premissas adotadas e aspectos relevantes sobre a condução dos projetos.

 

ANÁLISE GERAL DOS 2 PROJETOS

LIÇÕES APRENDIDAS
“A distância pode comprometer o avanço dos projetos”.
  • A partir do meio dos projetos alguns integrantes da equipe precisaram viajar para outros estados, chegando em alguns momentos a equipe inteira estar espalhada pelo Brasil (Rio de Janeiro, Natal, Belo Horizonte, Salvador, Porto Alegre e São Paulo). Alguns dos membros da equipe, no final dos projetos e por motivos profissionais, tiveram que se mudar de São Paulo, o que dificultou e tornou mais lenta as ações e tomadas;
  • Da teoria à prática: O risco da equipe se dissolver durante os projetos não foi levantado, e sendo assim não foram tomadas ações para mitigar os impactos desta dispersão nos projetos.
“Mais vale um projeto na mão do que 2 voando”.
  • Nenhum projeto é simples o suficientemente para se justifique a condução de outro em paralelo. Quando se trata de um projeto inovador, como foi o caso destes projetos, é importante que se desenvolva um projeto com excelência ao invés de 2 com qualidade mediana.
  • Da teoria à prática: Não superestimar a capacidade de uma equipe. É necessário dimensionar os projetos aos recursos e disponibilidade de tempo da equipe.
“A profissão e ramo de atuação dos componentes do grupo podem influenciar no desenvolvimento dos projetos”
  • Todos os integrantes do grupo trabalhavam com projetos espalhados pelo Brasil, e sendo assim havia a necessidade de deslocamentos constantes para estes locais, dificultando o comprometimento com os trabalhos da Pós;
  • Todos os integrantes não tinham horário fixo de trabalho e a maioria trabalhava mais de 10 horas por dia, havendo então pouco tempo disponível para o desenvolvimento das atividades relativas aos projetos;
“Problemas familiares influenciam no desenvolvimento dos projeto”
  • Nascimento de filhos, acidentes com filhos em casa, entre outros assumem caráter de urgência e tiram o foco dos trabalhos da pós.
CONSIDERAÇÕES FINAIS: PROJETO FAZENDO HISTÓRIA

PREVISTO X REALIZADO
  • Previsão de arrecadação de livros: 300 unidades
  • Quantidade arrecadada: 386 unidades Polegar para cima
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Carta de aceite do projeto –> Clique aqui!!!
LIÇÕES APRENDIDAS
“As redes de relacionamento mais próximas sempre estão dispostas a colaborar, por menor que seja esta colaboração”
“Para cada tipo de projeto, existe um nivel de detalhamento ideal”
  • Quando o projeto é muito simples e produz resultados rápidos, o planejamento e controles muito sofisticados são deixados de lado, e o foco é voltado exclusivamente para execução.
PREMISSAS QUE PROVARAM SER FALSAS E VERDADEIRAS
PREMISSAS FALSAS
  • Todos estarão juntos no momento da entrega.
PREMISSAS VERDADEIRAS
  • As bibliotecas municipais sempre possuem livros para doar;
  • Editoras se interessam pelo tema;
  • Familiares e amigos mais proximos sempre possuem livros que não utilizam mais;

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS: PROJETO PIRAPITINGUI

PREVISTO X REALIZADO
  • Previsão de arrecadação do projeto: R$ 6.692,55
  • Valor arrecadado: R$ 1.000*Polegar para baixo
Com este valor será possível montar aproximadamente 45 kits (R$ 22,31/kit). O escopo foi negociado com a ACCV.
LIÇÕES APRENDIDAS
“Nunca subestime o projeto, por mais fácil que ele pareça.”
  • No início do projeto subestimamos nossa capacidade de obtenção de recursos, e partimos do princípio de que o valor que seria necessário arrecadarmos seria facilmente atingido por meio da divulgação deste projeto nas empresas que os colaboradores trabalhavam, tendo em vista que, se tratando de empresas de grande porte facilmente estariam abertas a apoiar estes projetos;
  • Da teoria à prática: Por mais fácil que um projeto pareça, é necessário avaliar todos os riscos envolvidos e trabalhar constantemente para mitigá-los ou eliminá-los.
“Verifique sempre a parte institucional e legal nas quais os projetos estão inseridos”
  • Um problema que foi identificado, foi da empresa não possuir cadastro na FIA (Fundação para a Infância e Adolecência), inviabilizando o apoio de uma das empresas;
  • Da teoria à prática: Fatores externos sempre tendem a atrapalhar os projetos, quando eles aparecerem é necessário avaliar as ações a serem tomadas o mais rápido possível, para evitar o aumento do problema.
“Sempre tenha um plano B e não hesite em colocá-lo em prática”
  • Demoramos muito tempo para colocar em prática o Plano B, acreditando que as empresas que trabalhávamos nos apoiaria, e que não teríamos problemas com a arrecadação.
  • Da teoria à prática: Tinhamos um plano B e colocamos em prática, no entanto mesmo também falhou. É necessário aceitar que alguns projetos vão falhar.
“Não subestime os prazos”
  • Cada projeto tem um prazo mínimo para ser executado e o mesmo está diretametne ligado a quantidade de recursos disponíveis para conduzir o projetos
  • Da teoria a prática O curtíssimo prazo limitava as alternativas de arrecadação (não houve tempo para fazer eventos, rifas, campanhas em supermercados e etc).
PREMISSAS QUE PROVARAM SER FALSAS E VERDADEIRAS
PREMISSAS FALSAS
  • Valores pequenos são insignificantes para empresa de grande porte;
  • As grandes empresas têm sempre o interesse em apoiar causas como as deste projeto;
  • O valor não é muito alto, se as empresas não apoiarem nossa rede de relacionamentos nos apoiará;
PREMISSAS VERDADEIRAS
  • O tempo de resposta por parte das grandes empresas é maior do que o das empresas de menor porte;

 

MAPA SISTÊMICO SOBRE A DINÂMICA DA GESTÃO DESSES PROJETOS

Mapa sistêmico final

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Sendo assim, neste momento encerramos as publicações neste blog agradecendo:
  • Aos amigos e principalmente a nossos familiares, pela compreensão nos momentos em que precisamos nos ausentar para que pudéssemos cumprir com nossas obrigações durante o desenvolvimento deste curso;
  • ao Intituto Fazendo História e a ACCV pela oportunidade de, através destes projetos podermos colocar em prática e testar os conhecimentos aprendidos durante 2 anos de estudo em gestão de projetos;
  • A todos os professores e funcionários do curso de pós-graduação em especialização em gestão de projetos da FCAV, pelos conceitos e ensinamentos a nós repassados;
  • A todos os “especialistas em gestão de projetos” de da turma T43, por terem aturado a “turma do fundão”, sentiremos falta de vocês!
  • Enfim a todos aqueles que, de uma forma ou de outra contribuíram para o desenvolvimento de nosso trabalho
Uma abraço a todos.
“Turma do Fundão”
(Diego, Pedro, Seno, Boemeke, Léo, Japa, Fernando e Daniel)
“Câmbio Desligo”